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Psicanálise Infantil




Sabemos que, embora Sigmund Freud, não tenha atendido diretamente crianças, ele as observou e suas descobertas teóricas, sobre a dinâmica do inconsciente, sexualidade infantil e o Complexo de Édipo, temas que causaram na época um grande abalo social levando à uma reconsideração social sobre o que se conhecia sobre as crianças.

Durante essas observações, ele notou que as crianças repetiam em suas brincadeiras situações do seu cotidiano, tanto as prazerosas quanto as dolorosas e que embora as crianças não tivessem um recurso de linguagem verbal tão bem elaborado como a de um adulto, eram capazes de entender o que lhe era dito, era possível conversar com estes de outras formas como por meio de jogos, desenhos, sonhos e associações, notando assim que as interpretações dos casos infantis poderiam ser tão eficazes quanto em adultos. No entanto, mesmo levantando tais conceitos Freud ainda excluía, a princípio, as crianças da psicanálise por estas não encaixarem nas condições ideais para uma análise. Entretanto, os descobrimentos feitos por ele despertaram o interesse em outros psicanalistas a trabalharem com crianças e a construírem uma forma de aplicar a psicanálise no tratamento, questionando se os saberes estabelecidos por Sigmund Freud seriam apenas para adultos neuróticos, descobrindo assim se era possível ou não estabelecer um vínculo terapêutico de transferência como nos adultos.

Mas então, quais foram as descobertas? Quais são as diferenças do atendimento infantil e do adulto? Qual é a formação e as técnicas utilizadas por um psicanalista infantil? Estas são indagações feitas por praticamente qualquer pessoa que esteja interessada em estudar ou atender crianças dentro da psicanálise, e será em cima desses questionamentos iniciais e muitos outros que estaremos trabalhando neste módulo.


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