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CONCEITOS ESSENCIAIS  EM PSICANÁLISE

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Módulos

 

Início Módulo I

1 - Perspectiva Histórica da Psicanálise – Claudia Aparecida Conti

2 - Primeira e Segunda Tópicas - Anna Isabel Araujo Vaz

3 - Teoria da Sexualidade e Teoria das Pulsões – Mariana da Silva Ramom

4 - Édipo e Castração – Patricia Teixeira Cunha de Miranda

5 - Transferência e Repetição – Jair José Schuh

 

Início Módulo II

 

6 - Diagnóstico Diferencial. Estruturas e Clínica Psicanalítica, uma introdução. – Rafael de Souza Pereira Gomes

7 - Neuroses – Fobia das neuroses – Juliana Nunes Inácio Carneiro e Rafael de Souza Pereira Gomes

8 - Neurose Histérica – Michéli Jacobi, Nigleysann H. Jorge, Katury Corrêa

9 - Neurose Obsessiva – Claudia Aparecida Conti e Patricia Teixeira Cunha de Miranda

10 -Perversão – Claudia Aparecida Conti

11 - Psicoses – Jair José Schuh e Michéli Jacobi

Início Módulo III

12 - Formação do Analista – Claudia Aparecida Conti e Patrícia Teixeira Cunha de Miranda

13 - Psicanálise Infantil I -Núcleo Infantil – Michéli Jacobi e Nigleysann H. Jorge

14 - Psicanálise e Autismo – Núcleo Infantil – Michéli Jacobi e Niglysann H. Jorge

15 - Psicanálise e Cultura – Jair José Schuh

16 - Último estudo de Lacan.. real, gozo e sinthoma - Claudia Conti e Patrícia Teixeixa Cunha de Miranda

Orientação para artigo – só para os que tiverem feito todos os módulos

 

 

Inscrições abertas pelo Sympla. Clique aqui para fazer sua inscrição. 

 

*O curso será ministrado apenas se formar uma turma de no mínimo 15 participantes. Caso não seja atingido o número de alunos, o dinheiro será extornado e os alunos encaminhados para uma lista de espera para a próxima abertura.

 

Especificações dos Módulosdo curso Conceitos Essenciais em Psicanálise

Módulo 01 – CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DA PSICANÁLISE 

Transmissora: Claudia Conti

Data: ABRIL/2021

Este módulo, abre o Curso de Conceitos Essenciais em Psicanálise, um curso que se propõe a trabalhar a metapsicologia freudiana e introduzir o percurso de Jacques Lacan feito diretamente na obra freudiana. O percurso deste módulo, vem na intenção de contextualizar o surgimento da psicanálise e seus pontos específicos de engate na cultura de seu tempo; quais seriam as influências de Freud, científicas, filosóficas, históricas, políticas, econômicas, religiosas e geográficas; assim quais as influências da modernidade vienense sobre a vida e a obra de Sigmund Freud.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

1. Contemporizar a Viena de Sigmund Freud, um olhar político, econômico e cultural

2. Compreender a ideia de cura e de clínica na história

3. Entender que a biografia de Sigmund Freud, tem uma relação direta com a criação     da psicanálise

4. Compreender as inspirações para a formação da teoria psicanalítica – Mesmerismo, Darwinismo, Química, Física, Mecânica, Hipnose e Sugestão

5. Constituir um arcabouço teórico básico da lógica da prática psicanalítica em sua metapsicologia

6. Utilizar os conhecimentos adquiridos para entender a Formação do Analista

7. Compreender a importância de Jacques Lacan, na história da psicanálise através do retorno à leitura do original freudiano que o psicanalista em questão faz

8. Possibilitar uma leitura da contemporaneidade através do olhar psicanalítico 


 

BIBLIOGRAFIA DO MÓDULO

 

Dunker, Christian I.L. Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica – Uma arqueologia das práticas de cura. Psicoterapia e tratamento. Annablume. SP.2011.

Cesarotto, Oscar e Leite, Marcio Peter de Souza. Jacques Lacan, Uma Biografia Intelectual. Iluminuras. SP.2001.

Freud, Sigmund - Obras Completas –Um estudo autobiográfico 1924, História do Movimento Psicanalítico 1914, Esboço da Psicanálise 1938, Sobre Psicoterapia 1904 e Tratamento do Espirito 1905. Biblioteca Nueva. Madrid. 1981

Garcia-Roza, Luiz Alfredo. O inconsciente freudiano. Zahar.RJ.1989.

Gay, Peter e outros. Sigmund Freud e o gabinete do Dr. Lacan. Editora Brasiliense. SP. 1990

Handlbauer, Bernhard. A controvérsia Freud-Adler. Madras.SP.2005.

Jorge, Marco Antonio Coutinho e Ferreira, Nadiá Paula. Freud, Criador da Psicanálise. Zahar, RJ. 2012.

Jorge, Marco Antonio Coutinho e Ferreira, Nadiá Paula. Lacan, o Grande Freudiano. Zahar, RJ. 2011

Kaufmann, Pierre. Dicionário Enciclopédico de Psicanálise. O legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro. Zahar, 1993.

Le Rider, Jacques. A modernidade Vienense – e as crises de identidade. Civilização Brasileira.RJ.1992

Millot, Catherine. A vida com Lacan. Zahar. RJ. 2017

Roudinesco, Elisabeth. Sigmund Freud, na sua época e em nosso tempo. Zahar, RJ. 2016.

Roudinesco, Elisabeth. Em defesa da psicanálise, ensaios e entrevistas reunidas por Marco Antonio Coutinho Jorge. Zahar. RJ. 2010

Roudinesco, Elisabeth. O Paciente, o Terapeuta e o Estado. Jorge Zahar Editor. RJ. 2005

Schneidermann, Stuart. Jacques Lacan, a morte de um herói intelectual. JZE – O Campo Freudiano no Brasil. RJ. 1983

Zweig, Stefan. A cura pelo espírito – em perfis de Franz Mesmer. Mary Baker Eddy. Sigmund Freud. Zahar. RJ. 2017

 

Módulo 02 – PRIMEIRA E SEGUNDA TÓPICAS 

​Transmissora: Anna Isabel Araujo Vaz

Data: MAIO/2021

 

Busca-se apresentar, de modo introdutório, o percurso da construção e os dois modelos de aparelho psíquico que Sigmund Freud desenvolveu ao longo da sua construção teórica. Freud apresenta uma outra cena quando desenvolve a noção psicanalítica de inconsciente, espaço esse que contem verdade e lógicas próprias. Para que pudesse melhor expressar sua descoberta, ele constrói um primeiro modelo do aparelho mental na tentativa de explicar topograficamente o seu funcionamento, e o divide em diferentes sistemas: Inconsciente, Pré-Consciente e Consciente. Atribui a cada um desses sistemas diferentes características e ações na relação com a realidade interna e externa. Posteriormente, com demais avanços psicanalíticos, Freud repensa esse modelo psíquico de uma outra maneira, e exibe a segunda tópica de um modo estrutural, que é composto por instâncias: Id, Ego e Superego. E descreve as suas características, bem como a trocas que ocorrem entre si e seus possíveis efeitos na experiência psíquica. 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

  1. Introdução

    1. – Pré-história 

    2. – Sonho, ato falho e chiste

    3. – Princípio de prazer e Princípio de realidade

    4. – Recalque

 

  1. Primeira tópica

    1. – Inconsciente (Ics)

    2. – Pré-Consciente (Pcs)

    3. – Consciente (Cs)

 

  1. Segunda tópica

    1. – Id

    2. – Ego

    3. – Superego 

 

BIBLIOGRAFIA


 

FREUD, S. (1895). Projeto para uma psicologia científica. In S. Freud, Obras completas (Vol. 1). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1900). A interpretação de sonhos. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. 2. ed. Rio de Janeiro: Imago, 1988. v. V.

FREUD, S. (1901). Sobre a psicopatologia da vida cotidiana. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. 2. ed. Rio de Janeiro: Imago, 1988. v. VI.

FREUD, S. (1905) Os chistes e sua relação com o inconsciente. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. RJ: Imago.

FREUD, S. (1911). Formulações sobre os Dois Princípios do Funcionamento Mental. Em Edição Standard das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro, Imago. v.XII. 

FREUD, S. (1912). Uma nota sobre o inconsciente na psicanálise. In S. Freud, Obras completas (Vol. 12). Rio de Janeiro: Imago.

FREUD, S. (1914). Sobre o narcisismo: uma introdução. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas. Rio de Janeiro: Imago. v. XIV.

FREUD, S. (1915). O inconsciente. In: FREUD, S. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1996. vol. XIV. 

FREUD, S. (1915). O Recalque. In S. Freud, Obras Psicológicas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. vol. XIV.  

FREUD, S. (1923). O ego e o id. In: FREUD, S. Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1996. vol. XIX.

FREUD, S. (1933). Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise, Conferência XXXI: a dissecção da personalidade psíquica. In Edição standard brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago. Vol. XXII.

FREUD, S. (1940[1938]). Esboço de psicanálise. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. 2. ed. Rio de Janeiro: Imago, 1988. v. XXIII

GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo. O inconsciente freudiano. Zahar.RJ.1989.

GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo. Freud e o inconsciente. 24ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.

GARCIA-ROZA, Luiz Alfredo. Introdução à metapsicologia freudiana (Artigos de Metapsicologia 1914-1917). Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. 5ª ed. Trad. Pedro Tamen. Lisboa: Martins Fontes, 1970.

ROUDINESCO, ELISABETH. Dicionário de Psicanálise – Jorge Zahar Editor, RJ-1997.

Módulo 03 – TEORIA DA SEXUALIDADE E DAS PULSÕES 

​Transmissora: Mariana Ramon

Data: JUNHO/2021

A sexualidade humana e consequentemente a teoria desenvolvida sobre ela e a partir dela é ponto inicial da Psicanálise. Sigmund Freud ao ouvir as histéricas de sua época pôde perceber algo sutil nos sintomas, nos tropeços das palavras, nos chistes, nos sonhos e atos falhos, que se diga de passagem, de falhos não tem nada, tal como as demais formações inconscientes, são certeiras, como uma flexa lançada de sua aljava, o inconsciente, acerta o alvo. 

A teoria da sexualidade nasce aí, neste ponto onde nosso corpo é besuntado de linguagem, onde rompemos com a natureza instintiva, e nos diferenciamos de todos os demais animais, e passamos a ser seres pulsionais, é aí que a teoria das pulsões faz laço com a teoria da sexualidade, como corpo erógeno, tal como descrito por Freud no texto “Os Três Ensaios da Teoria da Sexualidade Infantil” (1905), o sujeito passa a ser impelido por instâncias desconhecidas do seu consciente, o que para a época de Freud, e ainda hoje, é como o mestre vienense descreveu, a terceira ferida narcísica da humanidade, que o Eu não seria senhor em sua própria morada, descentrando o poder que o homem imaginava ter sobre si mesmo, um golpe tão duro para Freud como os dois primeiros, de que a terra não é o centro do Universo (Copérnico), e que o homem não é o centro da criação (Darwin).

A partir disso, o que se propõe é percorrer o arcabouço teórico Freudiano e Lacaniano, que retoma uma leitura de Freud com todo o rigor que a psicanálise exige, para então desvelarmos aquilo que há de mais singular, pessoal, individual e intransferível, a sexualidade humana, e a teoria das pulsões que sustenta a cada um enquanto sujeito desejante, constituído a partir daquilo que lhe fez marcas enquanto corpo erógeno. 

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

1 – Teoria da Sexualidade 

  1. – Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)

  2. – Construção da sexualidade humana 

  3. – Instinto X Pulsão

 

  1. – Teoria das Pulsões 

    1. – Pulsão e suas Vicissitudes (1915)

    2. – O conceito de pulsão em Freud e a retomada de Lacan

    3. – Pulsão de morte e repetição 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Freud, Sigmund. Obras Completas. Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade. 1905. Imago.

____________. Obras Completas. Os Dois Princípios do Funcionamento Mental. 1911. Imago. 

____________. Obras Incompletas. Introdução ao Narcisismo. 1914. Autêntica.

____________. Obras Incompletas. Recordar, Repetir e Elaborar. 1914. Autêntica.

____________. Obras Incompletas. O Recalque. 1915. Autêntica.

____________. Obras Incompletas. As Pulsões e Seus Destinos. 1915. Autêntica.

____________. Obras Incompletas. O Infamiliar. 1917. Autêntica.

____________. Obras Incompletas. Além do Princípio de Prazer 1920. Autêntica.

Hans, Luiz. Dicionário do Alemão de Freud.

Honda, Hélio. O Conceito Freudiano de Pulsão (Trieb) e Algumas de suas Implicações Epistemológicas, in Fractal: Revista de Psicologia; v. 23 – n. 2, p. 405-422, Maio/Ago. 2011

Jorge, Marco A C. Fundamentos da Psicanálise – de Freud à Lacan. As bases conceituais. Volume I. 2011. Zahar. Rio de Janeiro

Lacan, Jacques. Seminário 11 – Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise.

____________. Os Escritos. A Carta Roubada. O Estádio do Espelho como Função Formadora do Eu 1949. Do Trieb de Freud e do Desejo do Psicanalista. Zahar.

Módulo 04 – ÉDIPO E CASTRAÇÃO 

​Transmissora: Patrícia Teixeira Cunha de Miranda

Data: JULHO/2021

 

Entre nascer e morrer há uma longa viagem, e para ela não existem palavras suficientes, mas há neste caminhar um ser que se constitui pelo desejo, no viés da privação. Neste vazio, do que não se consegue dizer e desta privação, o homem constrói estórias para semi-dizer suas verdades, temos aqui os mitos, as religiões e o amor.

A partir do mito de Édipo, Freud constrói o conceito do complexo de Édipo, estrutural e universal, a maneira que se passa e o que cada um faz com seu complexo, é a  questão que circula em análise. A partir dele um sujeito se estrutura, E se coloca no mundo. 

Lacan avança e trás os três tempos lógicos do Édipo, articulando com o Real, simbólico e imaginário, trazendo o inconsciente estruturado como uma linguagem,  possibilitando reflexões aquém e além do Édipo. Afinal o Édipo, ainda acontece nos dias de hoje?

Patricia Teixeira Cunha de Miranda

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

  • Édipo em Freud

  •  Do mito ao Complexo de Édipo

  • Complexo de Édipo nos meninos 

  • Complexo de Édipo nas meninas

 

  • Édipo em Lacan

  • 3 Tempos lógicos

  • Real, Simbólico e Imaginário

  • Castração, frustação e privação.

 

  • Aquém e Além do Édipo

  • Nascimento do sujeito.

  • Pós Edipianos.


 

BIBLIOGRAFIA

Campbell, Joseph. O Poder do Mito. Editora Palas Atena, SP. 1987

Costa, Teresinha. Édipo. Rio de janeiro. Zahar. 2010.

Freud, S.  Fliess Carta 71

_______. Totem e tabu 1914

_______. O mal estar na civilização 1930

_______. O eu e o isso 1923

_______. Dissolução do complexo de Édipo 1924

_______. Conf 33 feminilidade 1930

Lacan, J. Nomes do Pai. Rio de Janeiro. Zahar. 2005.

Lacan, J. Seminário 4: Relações de objeto.

Lacan, J. Seminário 5: As formações inconscientes. Capitulos 8 ao 19. 

Quinet, Antonio. Édipo ao pé da letra. Rio de janeiro. Zahar, 2015.

Módulo 05 – TRANSFERÊNCIA E REPETIÇÃO 

​Transmissor: Jair José Schuh

Data: AGOSTO/2021

Neste módulo trataremos da Transferência e Repetição. Historicamente, no processo da formação do analista, a transferência e a repetição são abordadas em conjunto. Regra que aqui iremos seguir. Separado apenas didaticamente.

Abordaremos desde o entendimento dos termos na língua alemã e sua etimologia, passando pela evolução conceitual de Freud e Lacan para chegarmos ao entendimento da importância da Transferência e Repetição para os processos analíticos.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- A transferência na língua alemã e sua etimologia.

- O surgimento do conceito de transferência e as transformações conceituais na obra freudiana.

- A repetição e a sua relação com a transferência.

- Comentário sobre a contratransferência.

- A transferência na volta de Lacan à Freud.

- A importância da transferência para a psicanálise.

BIBLIOGRAFIA 

Da Obra de Sigmund FREUD

1900 – Interpretação dos sonhos – Cap. VII – (c) A realização de desejos

1905 - FRAGMENTO DA ANÁLISE DE UM CASO DE HISTERIA – Posfácio

* 1912 – SOBRE A DINÂMICA DA TRANSFERÊNCIA

1914 - OBSERVAÇÕES SOBRE O AMOR TRANSFERENCIAL

* 1914 - RECORDAR, REPETIR E ELABORAR (Novas recomendações sobre a técnica da psicanálise II)

1917 - CONFERÊNCIA XXVII - TRANSFERÊNCIA

1920 - ALÉM DO PRINCÍPIO DE PRAZER - Parte III

1924 - UM ESTUDO AUTOBIOGRÁFICO

1932 - CONFERÊNCIA XXXII - ANSIEDADE E VIDA INSTINTUAL

1938 – O ESBOÇO DE PSICANÁLISE - CAPÍTULO VI - A TÉCNICA DA PSICANÁLISE 

Platão

O Banquete

Jaques LACAN

* Seminário 08 – A TRANSFERÊNCIA – (Cap. I. No começo era o amor)

Seminário 11 - OS QUATRO CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA PSICANÁLISE. (Cap. X a XV)

Escritos – Intervenção sobre a transferência.

FERREIRA, Nadiá Paulo. Amor, Ódio & Ignorância: Literatura e Psicanálise. Rio de Janeiro : Rios Ambiciosos Livraria e Editora Ltda, 2005.

HANNS, Luiz. Dicionário Comentado do Alemão de Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

KAUFMANN, Pierre. Dicionário Enciclopédico de Psicanálise. O legado de Freud e Lacan. Rio de Janeiro : Zahar, 1993.

MAURANO, Denise. A Transferência. Rio de Janeiro : Zahar, 2006.

Módulo 06 – DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 

​Transmissor: Rafael de Souza Pereira Gomes

Data: SETEMBRO/2021

Este módulo tem como objetivo a fazer um percurso teórico e clínico, sobre as diferenças entre o diagnóstico para a psicanálise e psiquiatria. Apresenta os sintomas para psicanálise que aparecem como expressão de um conflito psíquico, como mensagem do inconsciente e da satisfação pulsional. Lacan ao retomar a  teoria freudiana apresenta o sintoma como uma metáfora, como um gozo pelas marcas e rastro que ficam no sujeito, tanto para o adulto como para criança. Será apresentada a noção de diagnóstico para psicanálise a partir da noção estrutural que só pode ser buscada pelo registro simbólico por meio dos três modos de negação do Édipo, sendo eles, negação (Verdrängung), re-negação (Verleugnung) e foraclusão (Verwerfung).

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- Diferenças fundamentais entre a Psicanálise e a Psiquiatria; 

- A noção do diagnóstico em psiquiatria;

- A noção de diagnóstico em Psicanálise;

- O Sintoma na criança e no Adulto;

- Os modos de negação no Édipo;

- Breves noções sobre as estruturas neurose, psicose, perversão;

BIBLIOGRAFIA 

BAPTISTA, Angela e JERUSALINSKY, Julieta Orgs. Intoxicações eletrônicas: o sujeito na era das relações digitais. Salvador : Ágalma, 2017.

DUNKER, Christian Ingo Lenz – Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica – uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento – Ed. AnnaBlume 2011.

DOR, Joel Estruturas e Clínica Psicanalítica, Ed. Livrarias Taurus-Timbre Editores, Rio de Janeiro, 1991

DOR, Joel O Pai e a sua função em Psicanálise, Ed. Zahar 2011.
FARIA, Michele Roman. Introdução à psicanálise de crianças – o lugar dos pais. Torto Editora : São Paulo, 2019.

JERUSALINSKY, Alfredo. Psicanálise e Desenvolvimento Infantil – 5 ed. Editora Artes Ofícios, 2003.

JERUSALINSKY, Alfredo. (org). O Livro Negro da Psicopatologia Contemporânea, Ed. VL, 2011. 

LACAN, J. e outros. A Querela dos Diagnósticos, Ed. Jorge Zahar 

LACAN, J. (1975-1976/2007) O Seminário, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro:

Jorge Zahar Editor.

QUINET, Antonio. As 4+1 condições de análise. Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2009.

Módulo 07 – NEUROSES - FOBIA DAS NEUROSES 

​Transmissor: Juliana Nunes Inácio Carneiro e Rafael de Souza Pereira Gomes

Data: OUTUBRO/2021

Este módulo tem como objetivo apresentar o conceito de fobia para a psicanálise a partir das ideias desenvolvidas por Freud e seus seguidores. Apresenta a fobia como um sintoma e não como uma estrutura. O caso do Pequeno Hans será trabalhado como uma forma de demonstrar o aparecimento da fobia na clínica e mais especificamente na clínica com crianças.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- Neurose de angústia e neurose atual;

- A fobia;

- A fobia como uma placa giratória;

- O caso do Pequeno Hans;

BIBLIOGRAFIA

DOR, Joël. Estruturas e clínica psicanalítica. Trad. Jorge Bastos e André Telles. Rio de Janeiro: Taurus-Timbre, 1991.

DOR, Joël. O pai e sua função em psicanálise. Trad. Dulce Duque Estrada. Rio de Janeiro : Jorge Zahar ed., 1991.

FARIA, Michele Roman. Constituição do sujeito e estrutura familiar – o complexo de édipo de Freud a Lacan. Taubaté : Cabral editora e livraria universitária, 2014.

FREUD, Sigmund.  As neuropsicoses de defesa – 1894. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund. Rascunho E: como se origina a angústia – 1894. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund. Rascunho D: sobre a etiologia e a teoria das principais neuroses - 1894 In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund.  Resposta às críticas a meu artigo sobre neurose de angústia. – 1894 In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund.  Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada “neurose de angústia”. – 1895 In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund. Obsessões e fobia: seu mecanismo psíquico e sua etiologia. – 1895. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund. A sexualidade na etiologia das neuroses. – 1898. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund. Análise da Fobia de um menino de 5 anos. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

FREUD, Sigmund.  Inibição, sintoma e angústia. 1926. In Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro : Imago, 1996.

GURFINKEL, Aline Camargo. Fobia – coleção clínica psicanalítica. São Paulo : Casa do Psicológo, 2001.

Módulo 08 – NEUROSE HISTÉRICA

​Transmissor: Michéli Jacobi, Nigleysann H. Jorge, Katury Corrêa

Data: NOVEMBRO/2021

Faremos um percurso sobre o que é a neurose histérica, sua concepção na antiguidade, Idade Média, para a psiquiatria e finalmente para a psicanálise; retomaremos brevemente as implicações éticas deste diagnóstico, seus pontos de ancoramento e sua sintomatologia na atualidade. Os famosos sintomas dos pacientes de Charcot desapareceram pouco a pouco, a histeria clássica freudiana também, mas sabemos que a histeria ainda insiste, seja pelo campo social, ou pela dificuldade de denominação, que desde o DSM III-R (Diagnostical and Statistical Manual of Mental disorders, 3ª ed.) já foi subtraída em sua essência de sintoma de conversão, e pensemos, hoje já estamos no DSM V, que acaba inclusive com o termo neurose, substituindo-o por transtornos, das mais variadas classificações. O que nos autoriza ainda a falar em sintomas de conversão? Se falamos assim, ainda nos remetemos à histeria? Vamos no decorrer do curso responder a essas e outras questões.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

Breve História da Neurose Histérica  

Neurose Histérica - Traços estruturais

Como surge o interesse de Freud pelo fenômeno histérico? 

Um fragmento da análise de Dora

 

BIBLIOGRAFIA

 FREUD, S. Um Estudo autobiográfico, 1924.  Biblioteca nueva – el ateneo Vol 03.

 

FREUD, S. Conferência introdutórias sobre a psicanálise, 1916. Biblioteca nueva – el ateneo Vol

 

ROUDINESCO, E. PLON, M – Dicionário de Psicanálise – Rio de Janeiro, Zahar 1998.

 

Uma vida para nosso tempo – Peter Gay – São Paulo – Companhia das Letras 1995 – p. 65.

 

FREUD, Sigmund. Obras Completas. Estudos sobre a histeria. Análise Fragmentar de uma histeria. A moral sexual moderna e a nervosidade moderna. Fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade. Lições introdutórias à psicanálise: XVIII, XXIII, XXIV, XXV. Neurose e Psicose. A perda da realidade na neurose e na psicose. A dissolução do complexo de Édipo. A negação. Sobre a sexualidade feminina. Biblioteca Nueva, Madrid. 1981

KAUFFMANN, Pierre. Dicionário Enciclopédico de Psicanálise. O legado de Freud e Lacan. Jorge Zahar, RJ. 1993

DOR, Jöel. Estruturas e clínica psicanalítica. Taurus Editora, RJ, 1993

Ferreira Nadiá – Histeria: o caso Dora – 1. Ed. Rio de Janeiro Zahar, 2014.

 

Ferreira Nadiá e Marcus Motta – Histeria: o caso Dora – 1. Ed. Rio de Janeiro Zahar, 2014.

 

O Caso Dora, publicado com o título ``Análisis fragmentário de uma histeria “Fragmentos da análise de um caso de histeria” 1905 (1901). Obras completas de Sigmund Freud – 1ª ed., Buenos Aires: El Ateneo, 2003

 

A histeria: o princípio de tudo – Denise Munaro- 2 ed. Rio de Janeiro – Civilização Brasileira, 2014.

Módulo 09 – NEUROSE OBSESSIVA

​Transmissor: Claudia Aparecida Conti e Patricia Teixeira Cunha de Miranda

Data: FEVEREIRO/2022

Para iniciarmos, retomo uma breve narrativa dos estudos de psicanálise de Sigmund Freud: em 1876, Freud recebe uma bolsa de estudos e ingressa no laboratório de pesquisas de Ernst Brücke, em 1881 Freud conclui o curso de medicina em Viena, e continua seus estudos no laboratório de Brücke. Conhece Josef Breuer o qual vem pesquisando sobre hipnose, sendo esta temática uma das influências para a criação da psicanálise.

Freud muito dedicado e estudioso, passa a ser reconhecido por suas publicações e diagnósticos na área de doenças orgânicas do sistema nervoso, nessa época Freud nada sabia da neurose, inconsciente e todo o seu legado, mas, já tinha ouvido falar de uma paciente de Breuer.

Em 1885 passa a ter a docência em neuropatologia, logo depois, Brücke faz recomendações de Freud e o mesmo ganha uma bolsa de estudos no Hospital Salpêtriére e viaja para Paris (com seus 30 anos de idade). Cidade onde brilhava Jean Martin Charcot, que realizava experiências com pacientes histéricos. A partir de então, Freud passa a frequentar as aulas de Charcot todas as terças-feiras, e neste momento Freud se depara com a nomenclatura histeria. Dessa forma faremos um percurso sobre o que é a neurose histérica para a psicanálise; E retomaremos brevemente as implicações éticas deste diagnóstico, seus pontos de ancoramento e sua sintomatologia na atualidade.

Módulo 10 – PERVERSÃO

​Transmissor: Claudia Aparecida Conti 

Data: MARÇO/2022

Este módulo, elenca elementos teóricos para que se possa reconhecer e compreender os mecanismos psíquicos envolvidos na produção da perversão, conforme Sigmund Freud e Jaques Lacan nos oportunizam. O tratamento de sujeitos diagnosticados na estrutura perversa é possível em psicanálise, desde que o analista seja capaz de ouvir o discurso do paciente e interpretar quando necessário da forma exata a este sujeito. 

 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Uma história dos perversos

2. A concepção clássica das perversões

3. A noção de pulsão no processo perverso

4. A recusa da realidade, da castração e a clivagem do eu

5. O desafio na transgressão

6. O gozo perverso

7. Proximidade estrutural das psicoses e das perversões

8. Perversão e mulheres perversas

BIBLIOGRAFIA 

Altoé, Sonia. A lei e as leis. Direito e Psicanálise. Revinter. RJ, 2007

Ambertín, Marta Gerez. Culpa, responsabilidade e castigo no discurso jurídico. V. I e II.  

Barbero, Graciela Haydée. Homossexualidade e Perversão na Psicanálise

Dor, Jöel. Estrutura e Perversões. Artes Médicas. Porto Alegre, 1991

Fleig, Mario. O desejo Perverso

Freud, Sigmund. Obras Completas. Uma lembrança infantil de Leonardo da Vinci. 1910. Biblioteca Nueva. Madrid, 1984

____________________________. Bate-se numa criança. 1919

____________________________. O problema econômico do masoquismo. 1924

____________________________. A negação. 1925

____________________________. Fetichismo. 1927

____________________________. A cisão do eu no processo de defesa 1925

______________. Obras Incompletas de Sigmund Freud. Neurose, Psicose e Perversão. Tradução Maria Rita Salzano Moraes. Autêntica. Belo Horizonte, 2016

Izcovich Luis. A perversão e a psicanálise. Aller Editora. SP, 2019

Lacan, Jacques. In. Escritos. Juventude de Gide ou a letra e o desejo. Jorge Zahar Editor. RJ, 1981.

______________________. Kant com Sade. 

______________________. Introdução Teórica às funções da Psicanálise em Criminologia

_____________. Seminário Livro 5. As Formações Inconsciente. Jorge Zahar Editor. RJ, 1981

Lanteri-Laura, George. Leitura das Perversões. Jorge Zahar Editor. RJ, 1979

Roudinesco, Elisabeth. A parte obscura de nós mesmos - Uma história dos perversos.  Zahar. RJ, 2008

Safatle, Vladimir. Colonizar o Outro. Civilização Brasileira. SP, 2010

Vallas, Patrick. Freud e a Perversão. Jorge Zahar Editor. RJ, 1990

_____________. As dimensões do gozo. Jorge Zahar Editor. RJ, 1998

Viviani, Alejandro. Temas da clínica psicanalítica. Experimento. SP, 1998

Módulo 11 – PSICOSE

​Transmissor:  Jair José Schuh e Michéli Jacobi

Data: ABRIL/2022

A Psicose, ainda em nossos tempos, é um conceito e uma clínica emblemática. No século passado (1976), Lacan apresenta uma série de possibilidades, tanto para a compreensão conceitual quanto para o acompanhamento clínico de psicótico, afirma que o analista não deve recuar diante da psicose, que não devemos hesitar em analisar o sujeito psicótico. Lacan afirma que o tratamento do sujeito psicótico é possível, como atesta o título de seu artigo nos Escritos - “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”. Contudo, a clínica exige uma posição por parte do analista, diferente de todas as outras, que permita ao psicótico falar e de falar do que quiser sem pressuposto algum. Nesse sentido, o conceito toma outros entendimentos e o analista não ocupa a mesma posição com a qual trabalha com as neuroses. Qual é este entendimento e qual seria essa posição? Propomos fazer um percurso dessa evolução, em psicanálise, desde Freud até a contemporaneidade, inclusive no debate com o entendimento psiquiátrico.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

- Breve história da Psicose: dos primórdios à clínica psicanalítica. 

- Freud e Lacan: “Notas sobre O caso Schreber”

- A posição do analista frente a clínica da psicose

- A direção do tratamento e o manejo de transferência

- Novos entendimentos da Psicose na linguagem psicanalítica: A Forclusão.

 

BIBLIOGRAFIA 

Guerra, Andrea M. C. A psicose, Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

Julien, Philippe. Psicose, perversão, neurose: a leitura de Jacques Lacan – Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2003.

Quinet, Antonio. Teoria e clínica da psicose – 5ed. Rio de Janeiro: Foresense Universitária, 2018.

Quinet, Antonio. Psicose e Laço Social: esquizofrenia, paranoia e melancolia – Rio de Janeiro: Zahar, 2006.

Sigmund Freud, Neurose Psicose, Perversão. Obras Incompletas de Sigmund Freud, tradução Maria Rita Salzano Moraes. Ed. Autêntica.

Sigmund Freud, (1911-1913) Observaciones psicoanaliticas sobre um caso de paranoia “O caso Schereber” Obras Completas – 1ª, Ed., Buenos Aires El ateno, 2003, p.1487

Roudinesco, Elizabeth. Dicionário de psicanálise – Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

Jorge, Marco Antonio Coutinho, Fundamentos da Psicanalise de Freud a Lacan, Vol. 2: a clínica da Fantasia – Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

Julien, Philippe. Psicose, perversão, neurose: a leitura de Jacques Lacan – Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2003.

Lacan Jacques. Da Psicose Paranoica em suas relações com a Personalidade – Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.

Lacan Jacques. O seminário Livro 3 As Psicoses. 2ed. Revista – Rio de Janeiro: Zahar, 1988.

Lacan Jacques. De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose. In: Escritos – Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

Módulo 12 – FORMAÇÃO DO ANALISTA

​Transmissor:  Claudia Aparecida Conti e Patrícia Teixeira Cunha de Miranda

Data: MAIO/2022

Fundamentalmente a clínica é o ato do analista atender aos seus pacientes em um ambiente de privação. É nesse exercício diário que sua análise, sua supervisão e sua teoria se juntam no que chamamos de experiência, assim, quando falamos em formação do analista, estamos falando de sua relação com a clínica, mas estamos também nos referindo ao exercício diário da experiência, dentro e fora dela clínica, isso abarca as instituições de saúde mental e o lugar da psicanálise na cultura contemporânea.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

1. Um analista, o que é

2. Princípios básicos de uma formação em psicanálise. O tripé.

3. A ética e o discurso da psicanálise, sua importância para o analista

4. Manejo de angústia: acting-out ou passagem ao ato

5. Psicanálise e Instituições, uma questão para o sujeito 

6. As resistências do psicanalista nas Instituições de Saúde Mental

7. A direção do tratamento e os princípios do seu poder


 

BIBLIOGRAFIA 

 

ALBERTI, Sonia; Amendoeira, Wilson; Lannes, Edson; Lopes, Anchyses e Rocha, Eduardo – Orgs. Ofício do Psicanalista – formação vs. regulamentação. Casa do Psicólogo, SP. 2009

ARAGON, Luis Eduardo P. O impensável na clínica. EFRGS Editora Sulina,RS. 2007

CALLIGARIS, Contardo. Cartas a um jovem terapeuta – Reflexões para psicoterapeutas, aspirantes, curiosos. Campus-Elsevier 3ª edição, SP. 2008

GOLDENBERG, Ricardo e Duvidovich, Ernesto – Orgs. A supervisão na clínica psicanalítica. CEP Centro de Estudos Psicanalíticos, Via Lettera, RJ. 2007

HARARI, Roberto. O que acontece no ato analítico? A experiência da psicanálise. Companhia de Freud, RJ. 2001

_____________. O psicanalista, o que é isso? Companhia de Freud, RJ. 2008 

JORGE, Marco Antonio Coutinho – org. Lacan e a formação do psicanalista. Contracapa, RJ. 2006

LACAN, Jacques. Escritos. Situação da Psicanálise e Formação do Analista em 1956. Zahar, RJ. 1996

___________________. O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada. Zahar, RJ. 1996

___________________. Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. Zahar, RJ. 1996

___________________. Variantes do Tratamento Padrão. Zahar, RJ. 1996

___________________. A psicanálise e seu ensino. Zahar, RJ. 1996

___________________. A instância da letra no inconsciente. Zahar, RJ. 1996

___________________. A direção do tratamento e os princípios do seu poder. Zahar, RJ. 1996

____________________. O Seminário – Livro 10 – Angústia. Zahar, RJ.

____________________. O Seminário – Livro 19 - ... ou pior. Zahar, RJ.

Módulo 13 – PSICANÁLISE INFANTIL - NÚCLEO INFANTIL

​Transmissor:  Michéli Jacobi e Nigleysann H. Jorge

Data: JUNHO/2022

Este curso propõe fazer um percurso teórico e clínico, sobre uma breve história da criança começando desde a idade média até os dias de hoje, trazendo grandes estudiosos e pensadores como Freud, Lacan e contemporâneos. Considerando a singularidade da clínica psicanalítica de crianças, o curso se propõe a: abrir um espaço para pensar o lugar da infância e do infantil no campo psicanalítico trazendo assim reflexões e discussões dos conceitos básicos e essenciais para o atendimento infantil, bem como, contextualizar sobre o atendimento à criança a família, os possíveis diagnósticos, os recursos lúdicos, o que um analista precisa para atender uma criança e todos os desdobramentos que envolvem a clínica de crianças.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

Uma breve história da criança, o aparecimento da infância. 

Breve história da criança na psicanálise 

Na análise de crianças 

Quem devo chamar na primeira entrevista?

O sintoma, na infância 

A constituição do sujeito 

O desenho, brincar e o jogo no atendimento 

O que precisa um analista para atender?

 

BIBLIOGRAFIA 

 

ABERASTURY, A. Psicanálise da Criança – teoria e técnica. Porto Alegre, Artes Médicas, 8 Ed. 1992. 

 ARIÈS, PHILIPPE. História Social da criança e da Família. RJ LTC, 1981.

BERGÈR, J; BALBO, G. A criança e a psicanálise: novas perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

CAMPOS, D. M. S. O teste do desenho como instrumento de diagnóstico da personalidade. 17 Edição, Editora Vozes 1987.

CASTRO, M. A. S. ET AL. As crianças e adolescentes em psicoterapia: a abordagem psicanalítica Porto Alegre, Artmed, 2009.

COSTA, Theresinha/Psicanálise com crianças – São Paulo: Zahar, 2017

BERNARDINHO, L. M. F. -  o que a psicanálise pode ensinar sobre a criança, sujeito em constituição – SP. Escuta 2006

DOLTO, F. Tudo é Linguagem 2ed. São Paulo – Martins Fontes 2018.

DOLTO, F. (1984). No jogo do desejo. (V. Ribeiro, trad.). Rio de Janeiro: Zahar Editores.   

FARIA, M. R. Introdução à psicanálise com crianças: O lugar dos pais. Hacker Editores. Cespuc: Fapesp (1998).              

FREUD, S. Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade. (1901-1905). Obras completas Vol 6 Companhia das Letras 2016.

FREUD, S. Além do Princípio do Prazer – Obras completas Vol 15- Companhia das letras 1920.

JACOBI, M. S. A Transferência na Análise da Criança Rev. Anual Falando D’ISSO - Associação Matogrossense de Psicanálise Vol. 2 2018.

JACOBI, M. S. O desenho do Menino Barnés – Rev Rev. Anual Falando D’ISSO - Associação Matogrossense de Psicanálise Vol. 3 2019.

JALLEY, ÉMILLE – Freud, Wallon, Lacan – a criança no espelho RJ. Cia de Freud, 2009.

JERUSALINKY, A. Psicanálise e desenvolvimento infantil: um enfoque transdisciplinar. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004.

JERUSALINSKY, A & ET.AL – Psicanálise e Desenvolvimento Infantil 2007.

JERUSALINSKY, A. Para entender a criança: chaves psicanalíticas, São Paulo: Instituto Langage, 2011.

JORGE, N. H.M – As Condições de uma análise infantil – Rev. Anual Falando D’ISSO - Associação Matogrossense de Psicanálise Vol. 2 2018.

HALMOS CLAUDE; Como Ouvir as Crianças – 2014.

Lacan, Escritos (V. Ribeiro, trad., pp. 807-842). Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1960).

LACAN, J. (1985). O seminário, livro 2: o eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise, 1954-1955. Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar.

LACAN, J. (1998). Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano. In J. 

LACAN, J. Escritos, RJ. Zahar 1998

LACAN, J. (2003). Notas sobre a criança. In J. Lacan, Outros Escritos (pp. 369-370). Rio de Janeiro: Zahar.

LACAN, J; O Seminário livro 23 - O sinthoma, 1975-1976, Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

LACAN, JACQUES; O seminário 11 – Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise RJ. Zahar 2008

LACAN, J; O seminário 2 – o eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise. RJ, Zahar 2010

MÈREDIEU, F. (1974). O desenho infantil. São Paulo: Editora Cultrix. (Original publicado em 1974).

PINHEIRO, F. L. G, MATOS. L. M. T. A Influência De Françoise Dolto Na Clínica Psicanalítica Com Crianças Na Atualidade Psicanálise & Barroco em revista | v.14, n. 02 | dez. de 2016.

POSTMAN, N. O. O desaparecimento da infância RJ. Graphia 1999

PRATES, A. L. Da fantasia de Infância ao infantil na fantasia: a direção do tratamento na psicanálise com crianças. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Psicologia Universidade de São Paulo, SP – 2006.

QUINET, A. As 4+1 condições da Análise, 12ed - Jorge Zahar. 2009.

SIQUEIRA, B., SARUÊ, S., & VINHEIRO, V. (1992). A interpretação e o ato na psicanálise com crianças. Revista Letra Freudiana, X(9), 51-60.

ROZA, ELIZA & SANTA; Quando Brincar é dizer – a experiência psicanalítica na infância. 1999.

TEIXEIRA, A.R.T. (Org). (1991). O mundo a gente traça. Salvador: Ed. Ágalma.

Vídeos:

A Tese de 1932 (Da Psicose Paranóica em suas Relações com a Personalidade) I Christian Dunker -https://www.youtube.com/watch?v=0h_XnFaH8uU

Narcisismo, édipo e o estádio do espelho - Christian Dunker https://www.youtube.com/watch?v=9kzhYVciHJg

Terezinha Costa - O sintoma na Clínica psicanalítica com Crianças - https://m.youtube.com/watch?v=3ZVzYj8Q_o8

Qual é a diferença entre o Real, o Simbólico e o Imaginário? | Christian DunkeR https://www.youtube.com/watch?v=aokkRvErfvM

Módulo 14 – PSICANÁLISE E AUTISMO - NÚCLEO INFANTIL

​Transmissor:  Michéli Jacobi e Nigleysann H. Jorge

Data: JULHO/2022

Este curso pretende trazer reflexões e discussões acerca da Clínica Infantil e o  Autismo. Abordaremos a inserção da psicanálise nesse contexto, a história, primeiros pensadores e estudiosos da temática, e os conceitos psicanalíticos para compreensão do autismo e ainda, as possibilidades de intervenção do atendimento, bem como, os desdobramentos da clínica infantil com autistas, buscando oferece a possibilidade de mudar os rumos da constituição de um bebê ainda não decidido.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • ​Breve histórico sobre do autismo;

  • O brincar e os tipos de Brincar;

  • Reflexões sobre o autismo e os conceitos psicanalíticos;

  • O analista na direção do tratamento com autistas;

  • Interrogações sobre a diferenciação entre autismo e psicose;

BIBLIOGRAFIA

 

Azevedo, F. C. Autismo e Psicanálise - O lugar Possível do Analista na Direção do Tratamento. Ed. Juruá 2011; 

Carvalho, F. C. G, Os autismo na atualidade: contribuições a partir da psicanálise  e da genética. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, 2019.

Dolto, 1981, p. 165, “Tratamento psicanalítico com a ajuda da boneca-flor” No jogo do desejo - Ensaios Clínicos. São Paulo, Ática, 1996.

Dor, Joel, O pai e sua função em psicanálise - 2ed. - Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

Freud, S. (1973a). História de uma neurose infantil. In Obras completas (Vol. 3). Madrid, España: Biblioteca Nueva. (Originalmente publicado em 1918)        [ Links ]

Freud, S. O poeta e o fantasiar. Obras incompletas de Sigmund Freud - Arte, literatura e os artistas, Tradução, Ernani Chaves: Autêntica texto de 1908. 

Freud, S. A perda da realidade na neurose e na psicose. In Obras completas (Vol. 3). Madrid, Espanã: Biblioteca Nueva. (Originalmente publicado em 1924)        

Jerusalinsky, A. (1989). Psicanálise e desenvolvimento infantil. Porto Alegre, RS: Artes Médicas.        

Jerusalinsky, A. (1993). Psicose e autismo na infância: Uma questão de linguagem. Psicose, 4 (9). Boletim da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, RS. 

Jerusalinsky, Alfredo, O autismo como exclusão do campo significante in: revista da associação psicanalítica de Curitiba Autismo - Intervenção, Clínica e pesquisa - ed. Juruá 2011;

Jerusalinsky, Alfredo, Psicanálise do Autismo – Instituto Langage 2012.

Jerusalinsky Julieta, Enquanto o futuro não vem - a psicanálise na clínica interdisciplinar com bebês. 3ed. Salvador: Ágalma, 2002.

Klein, M. Amor, Culpa e Reparação e Outros trabalhos (1921-1945) Rio de Janeiro, Imago, 1996, pp. 251-252.

Kupfer, Maria Cristina, 1999, p. 96 - 107 - Psicose e Autismo na Infância: Problemas diagnósticos- Estilos da Clínica, vol. 4. São Paulo. 

Lacan, Jacques, Seminário livro 2: o eu na teoria de Freud e na técnica da psicanálise - 2 ed. - Rio de Janeiro: Zahar, 2010

Lacan, Jacques, Seminário livro 3: as psicoses 2 ed. - Rio de Janeiro: Zahar, 1988

Lacan, Jacques, Seminário livro 1: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise - Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

Laurent, Éric., A Batalha do Autismo Da Clínica à política – Zahar 2014

Laznik, Marie Christine, A voz da Sereia O autismo e os impasses na constituição do sujeito – Textos compilados por Daniele Wanderley – Ágalma 2013

Laznik-Penot (2011, p.210): Rumo à fala - Três crianças autistas em psicanálise - Rio de Janeiro: Companhia de Freud

 Laznik, Marie Christine, Distinção clínica e teórica entre autismo e psicose na infância –  Bernard Touati e Claude Bursztejn – Instituto Langage  2016.

Maliska, M. E. A Voz na Psicanálise - Suas incidências na constituição do Sujeito, na clínica e na cultura Ed. Juruá 2015;

Marcelli, D. (1998). Manual Psicopatologia da Infância e da Adolescência de Ajuriaguerra. Porto Alegre: Artes Médicas. 

Maleval, Jean-Claude, O Autista e a sua Voz –  - Blucher; 2017

Peres, L. Do silêncio ao eco: Autismo e clínica psicanalítica - São Paulo: editora da Universidade de São Paulo - Fapesp, 2007 p.42-44.

Roza, E. S. (1993). Quando o brincar é dizer : A experiência psicanalítica na infância. Rio de Janeiro: Relume-Dumará.       

Vorcaro, Angela; A criança na Clínica Psicanalítica – Companhia de Freud  2004

Wanderley, D. B, Aventuras Psicanalíticas com crianças autistas e seus pais – Ágalma  2013.

Winnicott,D.W, A etiologia da esquizofrenia infantil em termos do fracasso adaptativo. Pensando sobre crianças. Porto Alegre, 1997, Artes Médicas, p. 195.

Soifer, R. (1992). Psiquiatria Infantil Operativa. Porto Alegre: Artes Médicas

Módulo 15 – PSICANÁLISE E CULTURA

​Transmissor:  Jair José Schuh

Data: AGOSTO/2022

Neste módulo, Psicanálise e Cultura, pretende-se refletir sobre aspectos da sociedade contemporânea (comunicação, política e religião) a partir dos referenciais psicanalíticos construídos ao longo do Curso de Fundamentos Essenciais. Objetiva-se construir uma possível síntese do trabalho produzido por cada um dos participantes numa perspectiva coletiva ao discutir as três temáticas.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

 

Psicanálise e Cultura:

- Um entendimento psicanalítico da comunicação no início do século XXI;

- Elementos psicanalíticos para uma análise da conjuntura política brasileira no panorama mundial;

- A religião, como entender a expressão freudiana “futuro de uma ilusão” nos movimentos religiosos contemporâneos?


BIBLIOGRAFIA

 

Todo o referencial bibliográfico utilizado no percurso do Curso de Fundamentos Essenciais, com atenção especial aos textos de Freud “sobre a metapsicologia”, ou textos sobre a teoria psicanalítica e dos textos “sociais e políticos” (Psicologia das massas e análise do eu (1921), O futuro de uma ilusão (1927), O mal-estar na cultura (1930) e Moisés e o monoteísmo (1939)), com atenção especial para estes últimos.

Aos participantes do Curso desde o início, trazer todos os textos entregues.

Quem for pela primeira vez: levar a obra de Freud, preferencialmente de forma digitalizada, ou nos compêndios de poucos volumes.

Módulo 16 – O ÚLTIMO ESTUDO DE LACAN... REAL, GOZO E SINTHOMA

​Transmissoras:  Claudia Conti e Patrícia Teixeixa Cunha de Miranda

Data: Agosto/2022

O encontro 16, tem como objetivo, orientar a leitura e o olhar dos cursantes para a nova
clínica de Lacan, pois que, ao abordar de forma sistemática a leitura das obras freudianas, e
nos reatualizar quanto a elas, Jacques Lacan, também construiu pontos novos e importantes
para a condução da clínica psicanalítica; assim, vamos entender o avanço que Lacan fez na
teoria e as contribuições práticas deste movimento.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


1) Percurso dos seminários em Lacan – seu retorno a Freud e suas inovações
2) A clínica lacaniana do Real
3) A definição de gozo em Freud e em Lacan
4) Do sintoma ao sinthoma. O que o Real e o gozo tem a ver com isso.

BIBLIOGRAFIA

 

Chaves, Wilson Camilo. O Estatuto do Real em Lacan: dos primeiros escritos ao Seminário da
ética da Psicanálise. Universidade Federal de São Carlos. Centro de Educação e Ciências
Humanas. Programa de Pós-graduação em Filosofia. SP. 2006
Corrêa, Ivan. Da Tropologia à Topologia: Escrituras Lacanianas. Publicação do Centro de
Estudos Freudianos, Recife.2003
__________. A Escrita do Sintoma. Publicação do Centro de Estudos Freudianos, Recife. 1997.
Forbes, Jorge e Riolfi, Claudia. (Org.). Psicanálise – a clínica do Real. Manole, Barueri (SP).
2014
Goldenberg, Ricardo. Desler Lacan. Instituto Langage – 2ª edição. SP, 2019
Guatimosim, Bárbara Maria Brandão. Amor, Desejo e Gozo na função Analítica. Em torno dos
cartéis – Edição da AFCL, BH. 2004.
Lacan, Jacques. O Seminário – Livro 20 – mais, ainda. Zahar, RJ. 2008
____________. O seminário – livro 22 – R.S.I. Transcrição em Espanhol por ouvinte
desconhecido do seminário em questão.

____________. O seminário – livro 23 – o sinthoma. Zahar, RJ. 2005
Miller, Jacques-Alain. Perspectivas do Seminário 23 de Lacan. O Sinthoma. Zahar, RJ. 2010
Safhouan, Moustapha. Lacaniana I. Os Seminários de Jacques Lacan. Companhia de Freud, RJ.
2001
__________________. Lacaniana II – Los Seminarios de Jacques Lacan 1964-1979. Paidós
Psicologia Profunda. Buenos Aires. Barcelona. México.

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